Disponibilidade, adequabilidade e uso do trapézio em contexto de cuidados de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.37914/riis.v9.494Palavras-chave:
enfermagem, reabilitação, dispositivos de assistência, prevenção terciáriaResumo
Enquadramento: o trapézio é fundamental para promover a mobilidade e autonomia dos utentes, contribuindo para prevenir complicações várias associadas à imobilidade. Objetivos: analisar a disponibilidade, adequabilidade e utilização do trapézio pelos utentes e a relação entre o seu uso e as intervenções de enfermagem, força muscular, estado de consciência e capacidade para seguir comandos. Metodologia: estudo quantitativo, transversal, correlacional, em amostra conveniente de 106 utentes acompanhados por estudantes de enfermagem. Dados recolhidos através de formulário online. Resultados: a maioria dos utentes (86,79%) dispunha de trapézio, mas apenas 55,66% o utilizavam. A utilização mais eficaz reportou-se em posicionamentos (49,06%) e levantes (33,02%). Observou-se associação estatisticamente significativa entre o uso do trapézio e a força muscular, estado de consciência e capacidade para seguir comandos. As intervenções de enfermagem de ensino, treino e orientação aumentaram significativamente a utilização do dispositivo. A perceção dos recursos humanos e materiais não influenciou significativamente o seu uso. Conclusão: apesar da elevada disponibilidade, a utilização do trapézio permanece limitada. A força muscular, cognição e intervenções educativas de enfermagem são determinantes para o seu uso eficaz. A avaliação funcional sistemática e capacitação dos utentes pelos enfermeiros é crucial para maximizar benefícios do trapézio.
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