Impacto da Doença Oncológica nos Familiares: Sobrecarga e Sintomatologia Psicopatológica, Relação e Implicações

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Palavras-chave

Doença oncológica; familiares; sobrecarga; sintomatologia psicopatológica

Como Citar

Rezende, M., & Remondes-Costa, S. (2018). Impacto da Doença Oncológica nos Familiares: Sobrecarga e Sintomatologia Psicopatológica, Relação e Implicações. Revista De Investigação &Amp; Inovação Em Saúde, 1(1), 45–56. https://doi.org/10.37914/riis.v1i1.28

Resumo

Enquadramento: adoecer de cancro é um dos acontecimentos de vida mais temíveis do mundo, e um dos maiores stressares do ciclo de vida, provocando sofrimento, preocupações e perdas no doente e na família. É sobre a família que recai maioritariamente a responsabilidade de cuidar, afetando a saúde física, emocional e psicológica de quem cuida. Objetivo: avaliar a sintomatologia psicopatológica e a sobrecarga de familiares de doentes oncológicos e estudar a relação entre as duas variáveis. Metodologia: participaram no estudo 96 familiares de doentes oncológicos, com idades compreendidas entre os 18 e os 67 anos, respondendo à Escala de Sobrecarga do Cuidador (Sequeira, 2009) e ao Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Canavarro, 1999). Resultados: os níveis de sobrecarga são moderados, sendo a sobrecarga subjetiva a mais afetada. A ansiedade e a depressão são os sintomas psicopatológicos mais prevalentes. A sobrecarga e a sintomatologia psicopatológica variam em função do sexo, residência, situação ocupacional, grau de parentesco, ser cuidador, acompanhamento ao hospital e co-habitação. Constatou-se a existência de relação estatisticamente significativa entre sobrecarga e psicopatologia. Conclusão: é fundamental para a melhoria dos cuidados prestados atender à saúde psicológica dos familiares, designadamente, dos cuidadores.

https://doi.org/10.37914/riis.v1i1.28

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