Sedestação em utentes dependentes – prática dos estudantes de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.37914/riis.v8i2.493Palavras-chave:
postura sentada, reabilitação, enfermagem, prevenção secundáriaResumo
Enquadramento: a imobilidade caracteriza-se por limitações no movimento e supressão dos movimentos articulares, podendo resultar em diversas sequelas. A sedestação e a mobilidade, associadas a um adequado plano de cuidados, podem prevenir diversas complicações e melhorar a qualidade de vida do utente. Objetivos: descrever a prática dos estudantes de enfermagem sobre o levante para cadeirão em utentes dependentes e compreender a sua adequabilidade e os fatores que influenciam a sua realização. Metodologia: estudo quantitativo analítico correlacional transversal em amostra conveniente de 106 estudantes de enfermagem. Dados recolhidos através de formulário online. Resultados: a maioria dos utentes 85 (80,19%) realizou sedestação para cadeirão. Os utentes com maior força muscular realizaram sedestação durante mais tempo, apresentaram menos sinais de intolerância e utilizaram menos produtos de apoio, observando-se uma tendência, sem significado estatístico, para utentes com mais sinais de intolerância utilizarem mais dispositivos de apoio. Não foram encontradas diferenças estatisticamente relevantes entre a disponibilidade dos recursos materiais e humanos e a realização de sedestação. Conclusão: os estudantes reconhecem a sedestação como essencial na prevenção de complicações da imobilidade. Destacam a importância da força muscular, da avaliação contínua e da gestão adequada de recursos, reforçando a necessidade de cuidados individualizados e formação específica.
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